Conferência Reformada em Recife PE

Dr. Trueman vem ao Brasil falar sobre nossa história (herança reformada) e a Igreja de Cristo. Esse britânico é hoje o chefe do departamento de História da Igreja no Westminster Theological Seminary, na Filadélfia (USA).
Palestras: Agostinho de Hipona e a Reforma; Lutero e a Cruz; Aprendendo com Lutero hoje; Catecismo de Heidelberg - 450 anos; Assembleia de Westminster e os Puritanos; John Owen - A Espiritualidade Puritana; Calvino x Calvinismo; Evangelicalismo histórico e moderno.
INSCRIÇÕES GRATUITAS PRORROGADAS ATÉ O DIA 21/01/2013
Informações e Inscrições, acesse:
 

15º Consciência Cristã 2013

A 15ª edição do Encontro para a Consciência Cristã em Campina Grande (PB) contará com a presença de vários pregadores e pesquisadores cristãos do Brasil e exterior. O evento ocorrerá de 6 a 12 de fevereiro de 2013, e terá uma ampla e diversificada programação onde 46 preletores, debaterão diversos aspectos da fé cristã na atualidade.
 
Além de outros palestrantes, destacamos: Hernandes Dias Lopes, Mauro Meister, Franklin Ferreira, Aurivan Marinho, Renato Vargens, Ravi Zacharias, Joaquim de Andrade (foto), Sérgio Ribeiro, Davi Charles Gomes, Jorge Noda, José Pontes, Paulo Cezar (líder do Grupo Logos), e os cientistas criacionista professores Adauto Lourenço e Marcos Eberlin.
ENTRADA FRANCA

A Falsa Religiosidade

Por Solano Portela
 
Em 1 Reis 18.22-30 lemos o conhecido incidente no qual Elias confronta os profetas de Baal. É correto identificarmos Elias com o lado de Deus vivo e verdadeiro, enquanto que os profetas de Baal representam as forças que agem contra o legítimo Povo de Deus. Naquela ocasião o Povo de Deus se identificava com os israelitas e hoje com a Igreja Cristã.

Uma análise deste registro bíblico nos revela detalhes sobre a religião falsa praticada pelos profetas de Baal que são no mínimo inquietantes, pois podemos identificar muita semelhança com a situação contemporânea na qual se acha situada a igreja fiel.

1. Similaridade – O primeiro dado que nos chama atenção é que a religião falsa pode ser bastante similar à verdadeira. Com efeito, a prática religiosa dos profetas de Baal pouco diferia da religião verdadeira de Israel. Eles não estranharam quando foram convocados a erguer um altar. Semelhantemente, o povo infiel, quando adorou um bezerro de ouro, em Êxodo 32.6, “madrugou e ofereceu holocausto e trouxe ofertas pacíficas” ao altar que Arão, o líder, havia erguido. Agiram da forma como os verdadeiros adoradores agiam e assim confundiram a muitos. Isto é – a forma, as palavras de ordem, assemelhavam-se às da religião verdadeira, concretizando o aviso que nos dá o próprio Cristo em Mateus 24.24, quando nos fala sobre o surgimento dos “falsos profetas”.

2. Espetacularidade – Um segundo fato relevante é que a religião falsa pode ser bastante espetacular. Pensem bem: eram 450 profetas! 450 líderes do povo, todo à frente daquela espetacular manifestação, contorcendo-se, golpeando-se e recorrendo a toda sorte de artimanhas para arrebanhar os incautos. Contrariavam assim determinações divinas de prática religiosa, como a encontrada em Deuteronômio 14.1 e 2. Certamente toda aquela manifestação espetacular contrastava com a simplicidade da religião verdadeira encontrada no coração do remanescente fiel.

3. Popularidade – Em terceiro lugar, notamos que a religião falsa é bastante popular. Aparentemente, toda a nação a seguia, a ponto de Elias exclamar (1 Reis 18.22): “só eu fiquei dos profetas do Senhor”. Mesmo que não houvesse o convencimento pleno de todos, era sempre mais fácil seguir a multidão, procurar o conforto da maioria, em vez de corajosamente identificar-se com os princípios e determinações de Deus.

4. Sinceridade – Um quarto aspecto, que não pode fugir à nossa atenção, é que os praticantes da religião falsa são sinceros. Obviamente existiam os charlatões, os aproveitadores e os que se envolviam sem sinceridade, mas a impressão obtida do relato bíblico, é que a grande maioria sinceramente acreditava no erro que pregava. O desafio colocado por Elias foi aceito prontamente. Chegaram até a derramar o seu sangue por um deus que não existia, por uma religião que os levaria à perdição (18.28).

5. Enganosidade – Por último, verificamos que a religião falsa cega as pessoas. Aqueles praticantes estavam cegos de tal maneira que, deixando-se levar pela enganosidade supersticiosa, fecharam suas mentes e não enxergavam mais nada à sua frente. Começaram de manhã até o meio dia e seguiram clamando até o final do dia e nunca admitiram a derrota. Em toda história temos o registro daqueles que, cegos por suas religiões, caminharam apressadamente para sua destruição. Tristemente, temos também o registro daqueles que, em diversas ocasiões, cegamente identificam o cristianismo com estranhas práticas religiosas e com doutrinas estranhas à simplicidade da adoração “em espírito e em verdade” preceituada na Palavra de Deus.

Sabemos da vitória final de Elias, pelo poder de Deus. Ele zombou da religião falsa (18.27), tamanha era a arrogância e ignorância deles perante o Deus soberano. Dessa maneira ele retratou a atitude do próprio Senhor, conforme registro do Salmo2.4. Mas é importante, igualmente, constatarmos que Elias dirige-se ao povo e os convoca de volta à verdadeira religião dos seus pais (18.30-39). Ele não disse: “eu sei que vocês estão enfadados das práticas antigas, vamos criar algo novo e mais interessante; vamos inovar, afinal estamos em uma outra era e temos que melhorar a nossa comunicação...”; ele ora a Deus para que ele fizesse o coração do povo retroceder a ele (18.37).

Vamos estar alertas, então, para aqueles que, mesmo com o linguajar bíblico, nada mais fazem do que demonstrar a tenacidade e caráter espetacular da religião populista e falsa dos profetas de Baal.

Os Novos Modelos Sociais de Família

Os cientistas sociais afirmam que a dinâmica social é um fenômeno inegável, não importando se a visão de mundo se alicerça na cosmologia rígida (estruturada) ou na cosmologia maleável (estruturante) – conforme nos lembrou Pierre Bourdieu. Sabemos que tais mudanças ocorrem sob duas dimensões: a graça comum (que advém da providência divina) ou a depravação do gênero humano (que sofre certos bloqueios pela presença do povo eleito nesta terra). As mudanças são basicamente culturais, ou seja, da leitura que se faz do mundo e o comportamento decorrente. Neste contexto, dentre todas as reconfigurações sociais (para utilizar o termo de Norbert Elias), uma se destaca aqui em nossa reflexão: a noção de família.
 
A família, segundo a nossa Constituição Federal, Capítulo VII, § 3º, é uma “...união estável entre o homem e a mulher (...) devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”1. Ou seja, trata-se de um ajuntamento primário de pessoas de sexos diferentes unidas por casamento, descendência ou adoção. Nesse aspecto, são necessários um homem e uma mulher para que haja essa categoria social, tanto em seu início como em sua continuidade.

De acordo com a Palavra de Deus, família é originalmente a manifestação da ordem providente do criador ainda no início da existência deste planeta e, conseqüentemente, da raça humana em Adão e Eva. Família também manifesta contundentemente o pacto de Deus com o seu povo eleito, e é nela que encontramos o paradigma necessário para o Reino de Deus. Como um pequeno exemplo, digo que não foi sem propósito que Paulo, ao falar das qualificações do líder na igreja, utilizou a família como o espaço da manifestação das atitudes santas e como o pólo de observação por parte dos demais membros da igreja:
 “É necessário, portanto, que o bispo seja esposo de uma só mulher, e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito, pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?”

No mesmo sentido encontramos:
“[O presbítero deve ser] alguém que seja marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados.”

Nesse sentido podemos perceber um grande contraste das novas construções da estrutura familiar que destoam daquilo que a Palavra de Deus nos ensina. O primeiro contraste é a chamada “produção independente” onde a mulher resolve conscientemente engravidar sem nenhum compromisso com o matrimônio. Muitas famosas da mídia agem assim, engravidam e colocam filhos no mundo sem o vínculo estreito com a paternidade. Mas não são apenas as famosas que agem assim. Basta ver como o número de mães solteiras tem aumentado significativamente no Brasil. Desde o final da década de 60 até hoje, o número de mulheres nessa condição já chegou aos cinco milhões, isso sem contar com os casos de viuvez ou gravidez fruto de violência sexual. Embora haja exceções, a maioria desses casos é fruto de uma vida onde o sexo é praticado fora do casamento formal.

O segundo contraste com o modelo das Escrituras inclui a união marital entre pessoas do mesmo sexo, prática conhecida como “homoafetividade”. Chamo esta união como uma nova configuração familiar porque recentemente o Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, a reconheceu como tal. Aliás, creio que futuramente também ocorrerá a mudança em nossa Constituição em seu capítulo VII, §3º por estarem hoje (a decisão do STF e a própria Constituição) em desarmonia. Este reconhecimento inclui a possibilidade da criação de filhos vindos, em sua maioria, pela adoção.

O terceiro contraste (e este é o mais antigo de todos) é o divórcio. Muitas famílias hoje são formadas apenas por um dos cônjuges somado ao padrasto ou madrasta e enteados, grupo que vive numa junção muitas vezes traumática e lacerante pelo motivo aqui exposto. A separação conjugal existe por causa da dureza do coração humano que insiste em agir com base no egoísmo e no orgulho contra a perfeita Lei de Deus. É bom saber que esta separação não é solução, mas destruição cabal de um relacionamento adoentado. Hoje em dia o descompromisso matrimonial encontra no divórcio o legado para uma vida desleal e irresponsável. Claro que há casos em que um dos cônjuges pode ser considerado como a parte ofendida ou até vítima da deslealdade do outro, mas aqui trato o divórcio como uma prática em si que ocorre por causa da falta de perdão ou por causa da infidelidade ou por causa do egoísmo. Em outras palavras, trato o seu significado diante da definição de família encontrada nas escrituras

O quarto contraste contra o modelo de família encontrado no Evangelho é a poligamia ou apoliandria (tão antigos quanto o divórcio). São famílias apócrifas que vivem, na maioria dos casos, na clandestinidade como fruto inequívoco do adultério. São os filhos que não podem conviver livremente com o pai ou a mãe devido à situação diante da outra família vista como “oficial”. Esta situação traz a resignação como elemento “pacificador” do coração, todavia o que realmente impera no coração é a frustração amarga e a auto-estima rebaixada. Ainda assim, há pessoas que acreditam nesse tipo de modelo familiar e agem apenas para o prazer pessoal e auto-afirmação como pessoa ou gênero.

Não é difícil perceber que estas novas invenções sociais da família são uma constante em nosso país. Também não é difícil constatar que todas elas, sem exceção alguma, são fruto do pecado de acordo com a Lei bendita de nosso Deus. Lembremos que a fornicação, o homossexualismo, o divórcio e a poligamia são inequivocamente contrários à santidade requerida pelo Santíssimo Senhor de todas as coisas. Por exclusão lógica, o modelo de Deus para a família se nos é apresentado como tendo início no casamento entre um homem e uma mulher que devem viver juntos até que a morte os separe. Sua continuidade ocorre nos filhos (naturais ou adotivos). Claro que esta família pode também conter os avós, os irmãos, os tios, os primos etc. Todavia, o fulcro centralizador sempre será a união entre um homem e uma mulher unidos até a morte. O que passar disso, é pecado.

Sola Scriptura.
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Fonte: Blog Alfredo de Souza

Aniversariantes IECMS janeiro 2013

04/01 Ezequiel Pedro
19/01 Rafaela Luiza
31/01 Gutemberg Lima

Casamento:
08/01 Gutemberg Lima e Nara Cleri
14/01 Josilton Manoel e Divane Moura
20/01 Júlio Cezar e Maria das Graças
27/01 Josinaldo Inácio e Adrina
31/01 Marciel Regilson e Maria de Fátima

Carta a um Adolescente Inseguro

Por John Piper

Há quatro anos, um adolescente de nossa igreja me escreveu em busca de conselhos sobre a vida, em geral, e sobre identidade, em particular. Aqui está a minha resposta, com uma grande dose de autobiografia como ilustração.


Caro ________,

Minha experiência de passagem pela vida introvertida, insegura, pecaminosa e egoísta de adolescente foi mais como a transformação de um girino em sapo do que uma lagarta em borboleta.

A lagarta desaparece dentro do casulo e experimenta privativamente algumas transformações inexplicáveis enquanto ninguém está assistindo (e provavelmente é uma bagunça lá dentro), até que o casulo se abra e todos digam “ohhhh”, “ahhhh”, “lindo!”. Não foi assim que aconteceu comigo.

Sapos nascem como coisinhas aquáticas minúsculas e gosmentas. Eles não ficam em exposição no zoológico. No máximo, em alguma piscina abandonada de hotel de beira de estrada, desde que o lugar tenha sido abandonado há mais de 20 anos e haja uma camada de meio metro de musgo verde no fundo.

Mas pouco a pouco, porque são predestinadamente santos sapos por meio de DNA espiritual (obtido pelo novo nascimento), eles começam a nadar mais e mais pela água esverdeada e começam a se parecer mais como sapos de verdade.

Primeiro, pequenas patinhas começam a surgir em suas laterais. Estranho. Nesse estágio, ninguém pede que eles dêem testemunho na noite dos atletas premiados.

Depois, vem as pernas. As costas encurvadas. Os peixes da piscina abandonada já se afastam: “hmmm”, eles dizem, “esse aí não parece mais com um de nós”. Um sapo desenvolvido pela metade não se encaixa em lugar algum.

Mas Deus é bom. Ele tem um plano e nele não está incluída uma metamorfose fácil. Apenas necessária. Há milhares de lições a serem aprendidas nesse processo. Não há desperdício. A vida não fica esperando enquanto você não termina de se transformar. É isso que as larvas fazem no casulo. Mas os sapos estão em público durante todo esse processo de mudança.

Penso que a chave, para mim, foi buscar ajuda no apóstolo Paulo, em C. S. Lewis e no meu pai, já que todos sempre me pareceram muito saudáveis, precisamente porque eles estavam sempre maravilhados com qualquer coisa, menos consigo mesmos.

Eles me mostraram que a saúde mental não está em gostar de mim mesmo, mas estar alegremente interessado em qualquer coisa que não seja eu mesmo. Eles eram o tipo de pessoa que se maravilhavam porque as pessoas tinham narizes – não narizes estranhos, apenas narizes – e por isso, andar em qualquer rua muito cheia era como uma viagem ao zoológico. Claro, eles também tinham narizes, mas eles não conseguiam ver o seu próprio. E porque eles iriam querer isso? Veja quantos narizes eles poderiam ver por aí! Fantástico.

A capacidade de maravilhamento desses homens era enorme. Eu me espantei com isso e orava para que parasse de perder tanto tempo e tanta energia emocional pensando sobre mim mesmo. “Eca”, eu pensava. O que estou fazendo? Por que eu deveria me importar com o que as pessoas pensam de mim? Eu sou amado pelo Deus todo poderoso, e ele está me transformando em um belo sapo saltitante.

O texto mais importante do meu processo de transformação anfíbia foi 2 Coríntios 3.18:

E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito.

Esse foi um dos maiores segredos que eu descobri: contemplar é se tornar.

A introspecção deve dar lugar ao maravilhar-se com a glória. E quando isso acontece, a transformação acontece. Se há alguma chave para a maturidade, é essa. Contemple seu Deus em Jesus Cristo. Então você será capaz de ir de girino a sapo. Essa foi uma grande descoberta.

Claro, eu nunca vou precisar falar em público (eu pensava), já que sou tão ansioso. E talvez eu nunca me case, eu tenho muitas espinhas. As garotas da faculdade me assustam até o último fio de cabelo. Mas Deus já me alcançou (Filipenses 3.12), e ele tem um plano, e ele é bom, e há um mundo aí fora, visível e invisível, cheio de coisas para serem descobertas e admiradas – porque eu iria arruinar minha vida pensando tanto em mim mesmo?

Deus me alcançou, e ele tem um plano, e ele é bom – porque eu iria arruinar minha vida pensando tanto em mim mesmo?


Sou grato a Deus por Paulo, Lewis, e meu pai! Isso tudo é tão óbvio agora. Eu sou simplesmente muito pequeno para satisfazer os desejos e ânsias do meu coração. Eu queria provar e ver algo grande, maravilhoso, belo, eterno.

Eu comecei observando a natureza, e acabei observando Deus. Eu comecei na literatura, e acabei em Romanos e Salmos. Comecei a caminhar pela grama, pelas florestas e lagos, e acabei trilhando os caminhos da teologia. Não que a natureza, a literatura, a grama, as florestas e lagoas tenham sido esquecidas, mas se tornaram cópias e sinais óbvios.

Os céus estão declarando a glória de Deus. Quando você vai dos céus à glória de Deus, o céu não deixa de ser glorioso. Mas ele não é uma divindade, quando você descobre o que ele comunica. Ele está sinalizando, apontando. “Do nascente ao poente despertas canções de alegria.” (Salmo 65.8).

O que o nascente e o poente estão cantando com tanta alegria? Seu Criador! Eles nos convidam a acompanhá-los. Mas se estou resmungando por causa dessa espinha no meu nariz, eu não vou nem olhar pela janela.

Então, meu conselho é: seja paciente com a forma que Deus planejou para que você se torne um alegre e saltitante sapo. Não se contente em ser apenas um girino ou um sapo transformado pela metade. Mas também não se surpreenda pela estranheza e demora do processo.

Como eu me tornei um pregador? Como eu me casei? Só Deus sabe. É incrível. A sua transformação em quem você será aos 34 também será incrível. Apenas se mantenha no caminho e observe. Observe, veja. Há muito para ser visto. A Bíblia é infinita. Olhe principalmente para ela. O outro livro de Deus, aquele que não tem autoridade – a natureza – também é infinita. Veja, veja, veja. Ao contemplar a glória do Senhor, somos transformados.

Eu te amo, e creio que Deus tem grandes coisas anfíbias pra você. Não se preocupe por ser apenas um saltitante sapo cristão. Sua alegria vem daquilo que você contempla.

Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é. (1 João 3.2)

Há outra metamorfose para acontecer. Vai só melhorando. Deus é infinito. Então sempre haverá mais da glória dele para uma mente finita perceber. Não há tédio na eternidade.

Com carinho,

Pastor John.
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Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Original aqui
 

IECMS Gratidão e Confraternização 2013

"Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome".

 
 

"Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios".

2013 Ano Novo

 À todos os que fazem a IECMS,
Um ano de renovadas bênçãos e renovados compromissos!!!

"E o Deus da esperança vos encha de todo gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo". Rm.15.13


 

A Segunda Vinda

Por J. I. Packer
 
Jesus Cristo retornará à terra em Glória.

"MAS, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; " 1 Ts 5.1-4.


O Novo testamento anuncia repetidamente que Jesus Cristo voltará algum dia. Essa será sua "visita real", seu 'aparecimento" e "vinda" (grego: parousia). Cristo voltará a este mundo em glória. O segundo advento do Salvador será pessoal e físico (Mt 24.44;At 1.11; Cl 3.4; 2 Tm 4.8; Hb 9.28), visível e triunfante (Mc 8.38; 2 Ts 1.10; Ap 1.7). Jesus vem para encerrar a história, levantar os mortos e julgar o mundo (Jo 5.28,29), conceder aos filhos de Deus sua glória final (Rm 8.17,18; Cl 3.4), e introduzi-los em um universo reconstruído (Rm 8.19-21; 2 Pe 3.10-13). Sua execução desta agenda será a última fase e triunfo final de seu reino mediatário. Uma vez que essas coisas se cumpram, a aplicação da redenção contra a oposição satânica, que era a obra específica do reino, terminará. Quando Paulo diz que Cristo então "entregará o reino" e se tornará sujeito ao Pai (1 Co 15.24-28), ele não está insinuando qualquer diminuição da honra subseqüente de Cristo, mas está significando o completamento do plano para trazer os eleitos ao céu que o Filho ressurreto foi entronizado para realizar. Os eleitos em glória, purificados e aperfeiçoados, honrarão para sempre o Cordeiro como aquele que foi capaz de abrir o livro do plano de Deus para cumprimento e aplicação da redenção na história, e fazer acontecer o que estava planejado (Ap 5). Na nova Jerusalém, Deus e o Cordeiro estão entronizados e reinam juntos para sempre (Ap 22.1,3)). Mas este reinado é a crescente conexão servo-Senhor entre Deus e os justos que se segue à era do reino mediatário, e não a continuação daquele reino como sul.


Em 1 tessolonicenses 4.16,17, Paulo ensina que a vinda de Cristo terá a forma de um descida desde o céu, anunciado por um ressôo de trombeta, um clamor , e a voz do arcanjo. Os que morreram em Cristo já terão sido levantados e estarão com Ele, e todos os cristãos na terra serão "arrebatados" (isto é, levados às nuvens para o encontro com Cristo no espaço), para que possam em seguida retornar à terra com Ele, como parte de sua escolta triunfante. A idéia de que o arrebatamento os leva para fora deste mundo por um período antes de Cristo aparecer uma terceira vez para uma "segunda vinda" tem sido amplamente defendida, mas falta-lhe apoio escriturístico.


Embora alguns dos detalhes dados por Paulo tenham significação simbólica (a trombeta, como um clarim militar, chama a atenção para a atividade de Deus, Êx 19.16,19; Is 27.13; Mt 24.31. 1 Co 15.52; a nuvens significa a presença ativa de Deus, Êx 19.9,16; Dn 7.13; Mt 24.30; Ap 1.7), ele parece estar falando literalmente, e o fato de o que ele descreve estar além de nosso poder de imaginação não nos deve impedir de tomar sua palavras no sentido de que isso será assim.


O Novo Testamento especifica muito do que sucederá entre as duas vindas de Cristo, mas, afora q queda de Jerusalém em 70d.C. (Lc 21.20,24), as predições sugerem processo e não eventos isolados identificáveis, e não revelam sequer uma data aproximada do reaparecimento de Jesus. O mundo gentio será chamado à fé (Mt 24.14); os judeus serão trazidos ao reino (Rm 11.25-29, uma passagem que pode ou não antecipar uma conversão nacional); haverá falsos profetas e falsos Cristo ou anticristos (Mt 24.5,24; 1 Jo 2.18,22; 4.3). Haverá apostasia da fé e tribulação para os fiéis (2 Ts 2.3; 1 Tm 4.1; 2 Tm 3.1-5; Ap 7.13,14; cf. 3.10). Um "homem da iniqüidade", aparentemente não identificável, acerca do qual Paulo havia falado aos tessaçocicenses em um ensino oral que não possuímos (2 Ts 2.5), devia ou deve aparecer (2 Ts 2.3-12). Se o período de mil anos de Apocalipse 20.1-10 é realmente a história do mundo entre as duas vindas de Cristo, haverá uma último e apical luta de poder de alguma forma entre as forças anticristãs do mundo e o povo de Deus (vv 7-9). Nenhuma data, contudo, pode ser inferida desses dados; o tempo do retorno de Jesus permanece completamente desconhecido.


A volta de Cristo terá o mesmo significado para os cristãos que estiverem vivos quando acontecer como a morte tem para os cristãos que morrem antes de acontecer: será o fim da vida neste mundo e o início da vida naquilo que tem sido retratado como "um ambiente desconhecido com habitantes bem conhecido" (cf. Jo 14.2,3). Cristo ensina (Mt 24.36-51) que será um trágico desastre se a parousiaencontrar alguém despreparado. Em vez disso, a idéia do que virá deve estar constantemente em nossas mentes, incentivando-nos em nosso atual serviço cristão (1 Co 15.58) e ensinado-nos a viver, como se ela fosse iminente, prontos a nos encontrarmos com Cristo a qualquer momento (Mt 25.1-13).
Autor: J. I. PACKER
Fonte: Teologia Concisa, pg. 159, Ed. Cultura Crista. Compre este livro em http://www.cep.org.br .

O Fim do Mundo

Por O. Palmer Robertson


Muitas pessoas não o sabem, mas este mundo chegará ao fim. Elas pensam que o mundo existirá por tempo indeterminado, devido ao fato que ele permanece da mesma maneira desde que o conhecem. Alguns imaginam: quando o nosso sol extinguir-se, então, o mundo chegará ao fim; ou: se acontecer uma guerra nuclear, a humanidade deixará de existir. Entretanto, independentemente dessas perspectivas, as pessoas sentem que o mundo simplesmente perpetuará sua existência.

Aqueles que mantêm esse ponto de vista ignoram duas coisas. Primeira: o mundo já sofreu uma destruição catastrófica, ou seja, o Dilúvio, na época de Nóe. Deus julgou o mundo antigo por causa de sua depravação e executará juízo sobre o mundo novamente. Segunda: as palavras de Jesus e da Bíblia a respeito do fim do mundo.

O que podemos conhecer sobre o fim deste mundo? O que nos espera adiante? Considere estas seis verdades sobre as quais você pode ter certeza.


1. Jesus voltará
Jesus, o eterno Filho de Deus, já veio a este mundo, como alguém especialmente comissionado por Deus, o Pai. Ele nasceu de uma virgem, curou enfermos e ressuscitou mortos; ao ser crucificado e morto, sofreu o castigo que os pecadores mereciam; ressuscitou dentre os mortos ao terceiro dia e agora está entronizado, com poder, à direita de Deus.

Ele virá a este mundo novamente. Mas, naquela ocasião, será em glória, com todos os anjos de Deus. Sua volta não será apenas uma manifestação espiritual; Ele retornará em forma física, de modo que todos os homens O vejam. Eles saberão que é o próprio Senhor Jesus e não outra pessoa qualquer (Mt 24.27-44).

2. Os mortos serão ressuscitados
Deus, que no princípio criou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego da vida, trará de volta à vida todas as pessoas que já viveram na face da terra. O mar entregará os seus mortos. Os sepulcros serão esvaziados. Deus, por intermédio de seu poder criativo, fará os mortos reviverem (Ap 20.11-15).

3. Os céus e a terra que agora conhecemos serão destruídos
Deus prometeu que águas de dilúvio jamais cobrirão a terra outra vez. Enquanto a terra existir, haverá dia e noite, e as estações do ano continuarão. Mas virá o dia em que toda a terra, outros planetas e estrelas distantes serão destruídos (2 Pe 3.1-12).

4. Novos céus e uma nova terra serão criados
Deus não será frustrado em seu plano de estabelecer um mundo onde não existe pecado, tristeza e dor. Após destruir este mundo corrompido, juntamente com toda a sua depravação e pecaminosidade, Ele criará novos céus e nova terra. Nestes haverá beleza e harmonia em todos os lugares. Santidade e amor estarão presentes em todos os relacionamentos. O pecado e o mal já não mais existirão nos corações dos homens (2 Pe 3.13).

5. Será realizado um grande julgamento
Todas as criaturas, tanto anjos como homens, se apresentarão diante de Deus a fim de prestarem contas de tudo que houverem feito. Quando as cortinas forem abertas para este último julgamento, as pessoas serão posicionadas à direita ou à esquerda do trono de Deus. Os que estiverem à direita desfrutarão de bênçãos eternas; serão recompensados de acordo com as boas obras que realizaram.

Mas os que estiverem à esquerda serão condenados à eterna perdição e banidos da presença de Deus. Serão punidos com justiça de acordo com as obras ímpias que praticaram (Mt 25.32-46).

6. Será iniciada a última Era, que continuará por toda a eternidade
Na eternidade passada, a terra não existia. Então, Deus falou e um mundo perfeito veio à existência (Gn 1.31). Todavia, a rebeldia dos primeiros seres humanos contra a autoridade de Deus trouxe o mundo a uma condição de depravação pecaminosa. Em sua misericórdia, Deus prometeu enviar um Salvador, que venceria o diabo e as forças malignas (Gn 3.15). No tempo certo, Jesus Cristo veio ao mundo. Após consumar sua obra redentora, Ele comissionou seus seguidores a propagar as boas-novas sobre a salvação a todos os confins da terra (Mt 28.18-20).

Estas são as grandes épocas que o mundo, nossa habitação, tem experimentado até agora. Mas ainda falta uma grande Era. Esta continuará para sempre. Nesta última Era, pureza e paz existirão em perfeição. Jesus Cristo será honrado pelos homens e os anjos por causa da grande obra de redenção que Ele realizou (Fp 2.9-11; Ap 5.8-14).

Esta última Era surgirá em breve. Através de arrepender-se de seus pecados e crer no Senhor Jesus Cristo, como o Salvador dos pecadores, você pode desfrutar dessas bênçãos de Deus, por toda a eternidade. A porta da oportunidade está aberta a todos os que vierem a Cristo.

O Estado Final dos Justos

Por Louis Berkhof


1. A NOVA CRIAÇÃO. O estado final dos crentes será precedido pelo passamento do presente mundo e pelo surgimento de uma nova criação. Mt 19.28 fala da "regeneração" e At 3.21, da "restauração de todas as cousas". Em Hb 12.27 lemos: "Ora, esta palavra: Ainda um vez por todas, significa a remoção dessas cousas abaladas (céus e terra), como tinham sido feitas, para que as cousas que não são abaladas (o reino de Deus) permaneçam". Diz Pedro: "Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça", 2 Pe 3.13, cf. vers. 12; e João teve uma visão dessa nova criação, Ap 21.1. Somente depois que a nova criação estiver estabelecida é que a nova Jerusalém descerá dos céus, da parte de Deus, o tabernáculo de Deus será montado entre os homens e os justos adentrarão o seu gozo eterno. Muitas vezes é levantada a questão sobre se essa criação será inteiramente nova ou se será uma renovação da presente criação. Os teólogos luteranos apóiam fortemente a primeira posição acima, recorrendo a 2 Pe 3.7-13; Ap 20.11 e 21.1, ao passo que os teólogos reformados (calvinistas) preferem a segunda idéia, para a qual encontram apoio em Sl 102.26,27 (Hb 1.10-12) e Hb 12.26-28.


2. HABITAÇÃO ETERNA DOS JUSTOS. Muitos concebem também o céu como uma condição subjetiva, que os homens podem desfrutar no presente e que, seguindo a justiça, naturalmente se tornará permanente no futuro. Mas aqui também se deve dizer que a Escritura apresenta o céu como lugar. Cristo ascendeu ao céu, o que só pode significar que ele foi de um lugar para outro. O céu é descrito como a casa de nosso Pai, onde há muitas mansões, Jo 14.1, e esta descrição dificilmente seria válida para uma condição. Além disso, diz a Escrituras que os crentes estão dentro, enquanto que os incrédulos estão fora, Mt 22.12,13; 25.10-12. A Escrituras nos dá motivos para acreditarmos que os justos herdarão, não somente o céu, mas a nova criação inteira, Mt 5.5; Ap 21.1-3.


3. A NATUREZA DA SUA RECOMPENSA.A recompensa dos justos é descrita como vida eterna, isto é, não apenas uma vida sem fim, ma a vida em toda a sua plenitude, sem nenhuma das imperfeições e dos distúrbios da presente vida, Mt 25.46; Rm 2.7. A plenitude dessa vida é desfrutada na comunhão com Deus, o que é realmente a essência da vida eterna, Ap 21.3. Eles verão a Deus em Jesus Cristo face a face, encontrarão plena satisfação nele, alegrar-se-ão nele e O glorificarão. Contudo, não devemos pensar que as alegrias do céu são exclusivamente espirituais. Haverá alguma coisa correspondente ao corpo. Haverá reconhecimento e relações sociais num plano elevado. Também é evidente na Escritura que haverá gruas na bem-aventurança do céu, Dn 12.3; 2 Co 9.6. Nossas boas obras serão a medida da recompensa que recebermos pela graça, embora elas não a mereçam. Apesar disso, porém., a alegria de cada indivíduo será perfeita e completa.


Autor: Louis Berkhof
Fonte: Teologia Sistemática do autor, p. 742,743, Ed Cultura Cristã (CEP).

O Estado Final dos Ímpios

Por Louis Berkhof

Há especialmente três pontos que requerem consideração aqui;


1. O LUGAR PARA O QUAL OS ÍMPIOS SERÃO ENVIADOS. Na teologia dos dias atuais há uma evidente tendência, nalguns círculos, de eliminar a idéia de punição eterna. Os extincionistas[aqueles que crêem no aniquilamento], que ainda estão representados em seitas como o adventismo e a "aurora do milênio", e os defensores da imortalidade condicional, negam a existência perpétua dos ímpios e, com isso, tornam desnecessário um lugar de punição eterna. Na teologia "literal" moderna, a palavra "inferno" é geralmente considerada como um designativo figurado de uma condição puramente subjetiva, na qual os homens podem achar-se mesmo enquanto na terra, e a qual pode tornar-se permanente no futuro.


Mas essas interpretações certamente não fazem justiça aos dados da Escritura. Não pode haver dúvida razoável quanto ao fato de que a Bíblia ensina a existência permanente dos ímpios, Mt 24.5; 25.30, 46; Lc 16.19-31. Além disso, em conexão com o tema do "inferno", a Bíblia emprega expressões indicativas de lugar o tempo todo. Ela dá ao lugar de tormento o nome de geena, nome derivado do hebraico ge (terra, ou vale) e hinnom ou beney hinnom, isto é, Hinnom ou Filho de Hinnom. Esse nome foi aplicado originalmente a um vale sito a sudoeste de Jerusalém. Era o lugar em que os ímpios idólatras sacrificavam seus filhos a Moloque, fazendo-os passar pelo fogo. Daí era considerado impuro e, em tempos mais recentes, era denominado "vale de tophet" (escarro), como uma região completamente desprezada. Como resultado, veio a ser um símbolo de lugar de tormento eterno.Mt 18.9 fala de ten gennan tou pyros, a geena de fogo, e esta expressão forte é empregada como um sinônimo de to pyr to aionion, o fogo eterno, que aparece no versículo anterior. A Bíblia fala também de uma "fornalha acessa", Mt 13.42, e de um "lago de fogo" (ou "do fogo"), Ap 20.14,15, que se contrasta com o "mar de vidro, semelhante ao cristal", Ap 4.6. Os termos "prisão". 1 Pe 3.19, "abismo", Lc 8.31 e "tártaro", 2 Pe 2.4 (margem), também são empregados. A Escrituras se refere aos excluídos do céu dizendo que estão fora (na trevas exteriores) e que são lançados no inferno. A descrição registrada em Lc 16.19-31 é, por certo, inteiramente descritiva de lugar.


2. O ESTADO NO QUAL CONTINUARÃO SUA EXISTÊNCIA. É impossível determinar precisamente o que constituirá a punição eterna dos ímpios, e os convém falar mui cautelosamente sobe o assunto. Positivamente se pode dizer que consistirá em (a) ausência total do favor de Deus, (b) uma interminável perturbação da vida, resultante do domínio completo do pecado; (c) dores e sofrimentos positivos no corpo e alma; e (d) castigo subjetivo, como agonias da consciência, angústia, desespero, choro e ranger de dentes, Mt 8.12; 13.50; Mc 9.43,44,47,48; Lc 16.23,28; Ap 14.10; 21.8. Evidentemente, haverá graus na punição dos ímpios. Isto se deduz de passagens como Mt 11.22, 24; Lc 12.47,48; 20.17. Sua punição será proporcional ao seu pecado contra a luz que receberam. Mas, não obstante será punição eterna para todos eles. Esta verdade é exposta claramente na Escritura, Mt 18.8; 2 Ts 1.9; Ap 14.11; 20.10. Alguns negam que haverá fogo literal, porque este não poderia afetar espírito como Satanás e seus demônios. Mas, como podemos sabê-lo? Nosso corpo certamente age em nossa alma de algum modo misterioso. Haverá alguma punição positiva correspondente aos nossos corpos. É indubitavelmente certo, porém, que uma grande parte da linguagem referente ao céu e ao inferno dever ser entendida figuradamente.


3. DURAÇÃO DA PUNIÇÃO. Contudo, a questão da eternidade da punição futura merece consideração mais especial, por ser freqüentemente negada. Dizem que as palavras empregadas na Escritura para "sempiterno" e "eterno" podem denotar simplesmente uma "era" ou uma "dispensação", ou algum outro longo período de tempo. Ora, não se pode negar que são empregadas desse modo nalgumas passagens, mas isto não prova que sempre tenham este sentido limitado. Não é este o sentido literal desses termos. Sempre que são empregados assim, o são empregados figuradamente, e, nesses casos, o seu uso figurado é geralmente esclarecido pelo contexto. Além disso, há razões positivas para se pensar que essas palavras não têm aquele sentido limitado nas passagens a que nos referirmos. (a) Em Mt 25.46 a mesma palavra descreve a duração, tanto da bem-aventurança dos santos como da penalidade dos ímpios. Se esta não for, propriamente falando, interminável, tampouco o será aquela; e, todavia, muito dos que duvidam da punição eterna, não duvidam da felicidade eterna. (b) São empregadas outras expressões que não podem ser postas de lado pela consideração mencionada acima. O fogo do inferno é chamado "fogo inextinguível", Mc 9.43; e dos ímpios se diz que "não lhes morre o verme", Mc 9.48. Além disso, o abismo que separará santos e pecadores no futuro é descrito como fixo e intransponível, Lc 16.26.


Autor:Louis Berkhof
Fonte: Teologia Sistemática do autor, p. 741,742, Ed Cultura Cristã (CEP).

O Nascimento do Rei

Por Rev. Hernandes Dias

O nascimento do Rei chegou. O Natal é uma festa de grande alegria. Traz glória a Deus no céu e alegria na terra entre os homens. O anjo disse aos pastores de Belém: “Não temais, porque vos trago novas de grande alegria para todo o povo; é que hoje na cidade de Davi, vos nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.10,11). Os céus de Belém se cobriram de anjos e uma música ecoou desde as alturas: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem ele ama” (Lc 2.14). Devemos celebrar o nascimento de Jesus com entusiasmo, com gratidão e com louvor em nossos lábios. O Natal foi planejado na eternidade. Foi prometido no tempo. Anunciado pelos profetas. Cumprido na plenitude dos tempos. Deus entrou em nossa história, encarnou-se, vestiu a nossa pele e calçou as nossas sandálias. Jesus veio ao mundo não apenas para estar ao nosso lado, mas para ser o nosso substituto. O Rei dos reis fez-se servo. Sendo rico, tornou-se pobre. Sendo santíssimo, fez-se pecado. Sendo o autor da vida, morreu em nosso lugar.

O nascimento do Rei foi um golpe no orgulho dos poderosos. O Rei dos reis não entrou no mundo vestido das glórias celestiais. Ele não nasceu num palácio, mas numa estrebaria. Não pisou tapetes aveludados, mas andou pelas estradas poeirentas da Palestina. Não usou um cetro de ouro, mas empunhou um cinzel na dura faina de uma carpintaria. Não veio ostentando poder, mas esvaziou-se e tornou-se servo. Não reivindicou seus direitos, mas humilhou-se até a morte e morte de cruz.

O nascimento do Rei aponta-nos para o insondável amor de Deus. Ele nos amou desde toda a eternidade. Deus nos amou não porque merecíamos ser amados. Amou-nos quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Ele amou-nos sendo nós filhos da ira. Amou-nos e deu-nos seu Filho Unigênito. Deu-o como oferta pelo nosso pecado. Entregou-o para ser cuspido pelos homens e ser pregado numa cruz como nosso substituto.

O nascimento do Rei revela que há uma estreita conexão entre a manjedoura e a cruz. O Rei da glória entrou no mundo como o Cordeiro de Deus. Ele nasceu para morrer. Jesus é o nosso Cordeiro Pascal. Ele foi imolado em nosso lugar. Seu sangue foi vertido para expiar os nossos pecados. É pela sua morte que recebemos vida. É pelo seu sacrifício que somos perdoados, remidos e reconciliados com Deus.

O nascimento do Rei abriu-nos o caminho de volta para Deus. Ele mesmo é o caminho do céu. Ele é a porta da glória. Por meio dele temos livre acesso ao Pai e podemos entrar confiadamente na presença daquele que está assentado no trono. É por meio de Jesus que somos reconciliados com Deus. É por meio de Jesus que recebemos vida em abundância. É por meio de Jesus que somos adotados na família de Deus, somos feitos filhos de Deus, e nos tornamos herdeiros de Deus.

O nascimento do Rei é a festa da vida e da salvação. Precisamos resgatar o verdadeiro sentido do Natal. Precisamos devolver o Natal ao seu verdadeiro dono. Precisamos como os magos do Oriente, ir a Jesus para adorá-lo, depositando a seus pés os nossos melhores tesouros, pois ele é digno de receber toda honra, toda glória e todo o louvor.
 

Aniversariantes IECMS dezembro 2012

02/12 Bruno Ferreira
14/12 Cleciana Alves
20/12 Daniela Silva
24/12 Divane Oliveira
24/12 Giselle Feitosa
31/12 Cleudson Lima

Aniversário Casamento:

22/12 Sandro e Viviane Aragão
30/12 Paulo e Carmen Aragão

Boa Leitura!

Livro: O que estão fazendo com a Igreja.
Dentre as centenas de textos postados no http://tempora-mores.blogspot.com.br/, Dr. Augustus Nicodemus selecionou alguns dos seus para se projetarem além da blogosfera, e assim oferecer suas percepções sobre a igreja evangélica e sobre o que entende ser a ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro.

Liberais, neo-ortodoxos, libertinos e neopentecostais, não escapam da escrita certeira de Augustus, cujo objetivo com a publicação de O que estão fazendo com a igreja vai muito além da simples (e saudável) polêmica. Seu desejo é fortalecer os que insistem em seguir a fé bíblica conforme entendida pelo cristianismo histórico. Sem esquecer as mazelas de conservadores, fundamentalistas e neopuritanos, Augustus traça um panorama do complexo cenário evangélico com a firmeza que lhe é peculiar.